Inovação começa com uma pergunta
Quando pensamos na palavra "inovação", é comum pensarmos, quase que automaticamente, em inteligência artificial, automação ou sistemas sofisticados. No entanto, de modo geral, nenhuma tecnologia representa inovação por si só.
Uma ferramenta pode ser moderna e, ainda assim, não resolver um problema relevante. Por outro lado, uma mudança simples em um processo pode reduzir o retrabalho, economizar tempo e melhorar significativamente a experiência de quem o executa.
Por isso, a inovação não começa com a escolha de uma tecnologia. Ela começa quando começamos a nos perguntar: o que precisa ser melhorado? E por que isso precisa ser melhorado?
É sobre não se conformar com os problemas!
"There is a way to do better — find it."
— Thomas Edison
Muitas oportunidades de inovação estão presentes em situações que vivenciamos diariamente:
- uma atividade manual que consome tempo demais;
- uma informação difícil de localizar;
- uma etapa que gera dúvidas;
- um controle realizado em várias planilhas;
- um processo que poderia ser mais simples.
Com o tempo, algumas dessas dificuldades passam a ser vistas como parte natural do trabalho. Aprendemos a conviver com elas e deixamos de questionar se existe uma maneira melhor de fazer.
Nesse cenário, a armadilha da "Síndrome de Gabriela" é um risco real! Não é porque eu nasci assim e cresci assim que preciso ser sempre assim, concorda?
Portanto, para tornar a inovação parte do dia a dia, é preciso observar o ambiente e as rotinas, identificar as dificuldades, ouvir as pessoas envolvidas e buscar entender as causas do problema. Sem esse entendimento, corremos o risco de:
- automatizar um processo ineficiente;
- utilizar uma tecnologia complexa para resolver algo que poderia ser solucionado de maneira mais simples;
- desenvolver uma solução desnecessária, criando um "peso de papel virtual".
Em outra mão, do ponto de vista organizacional, a cultura de inovação nasce na mentalidade do colaborador, mas só floresce no terreno em que tem espaço para crescer e tornar as proposições de melhoria algo real e aplicado ao dia a dia, e se fortalece no ambiente em que há espaço para se reinventar e experimentar possibilidades de "fazer diferente" — o que nos leva ao segundo ponto de reflexão.
Todos podem contribuir com inovação
"If you double the number of experiments you do per year, you're going to double your inventiveness."
— Jeff Bezos
Uma ideia não precisa ser grandiosa ou revolucionária para ser inovadora. Ela precisa, antes de tudo, gerar valor!
Esse valor pode se manifestar de diversas formas:
- redução de custos;
- economia de tempo;
- eliminação de retrabalho;
- aumento da segurança;
- melhoria da qualidade;
- criação de uma experiência mais eficiente para o usuário de uma aplicação.
E tem mais: inovar não é uma responsabilidade exclusiva das equipes de tecnologia. As melhores oportunidades frequentemente são identificadas por quem executa as atividades, conhece os processos e vivencia os desafios do dia a dia.
Inovar começa com observar, continua com questionar e ganha forma quando decidimos testar uma maneira melhor de fazer.
E você, que problema acredita que vale a pena resolver?